À noite
Gosto mesmo é da noite
Ela não tem a pretensão esnobe de ser imaculada como as manhãs
É noite é provida de pecado e escória
Não há espaço pra hipocrisia
As dores doem escancaradamente à noite
Na sua escuridão nada precisa se preocupar em se ocultar
Todos os gatos são pardos
A noite cheira a sexo e a cachaça barata
De noite a solidão impera
Agarrada a travesseiros úmidos
A boemia noturna é a unica fuga
A noite debocha da manhã
Pela sua tolice de tentar trazer a esperança
Noites são longas e densas
E não enganam ninguém
A humanidade roga por absolvição
A humanidade peca por vocação
A humanidade é brutalmente mais humana
À noite
Taise Santana, 26/07/2013
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