segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Amigas

Amigas entendem
Amigas percebem
Amigas pressentem
Amigas se metem
Amigas dão bronca
Amigas vão com a gente de voadora
E dão conselhos não pedidos
Amigas dão ombro
E compartilham risadas
Amigas enxugam lágrimas
E opinam sobre cabelos
Amigas reclamam nossa ausência
E nos presenteiam com a sua companhia
Amigas às vezes se afastam
E chegam na hora que mais precisamos
Amigas simplesmente Amigas




Remake

Por acaso conheci vocês
Porque eram amigas de Mary
Que foi colega de Vieira
E que no nosso primeiro contato
Me acharam maluca
Porque eu fiz TopLess
E Mary me inseriu nos Pi?s Bomba?s
E celeumas
Fui chegando devagar
Me achando intrusa
Um pouco envergonhada
E fui invadindo o grupo
E tomando meu espaço
Me chamaram de maluca
Contraditória
Camaleoa
Boa resumista
Fashion
E principalmente de Amiga
Naquele ambiente estranho
Me acolheram
Me ensinaram
Apontaram meus defeitos
E me adoraram
Eu sei disso
E na nossa amizade, já passei dos 30

domingo, 25 de setembro de 2011

Primeiro Poema

Te vejo no meu perfil
Às vezes na tela preta
Um pequeno pedaço
Uma pulsação
O mais rápido e lindo movimento
Tomando conta de mim
Bagunça meus sentimentos
Ansiedade, Apreensão, Alegria, Entusiasmo
Transforma meu corpo
Me deixa nauseada, calada, sonolenta
Converso com você em silêncio
E  te vejo nos meus sonhos
Imagino a sua presença
Faço planos logísticos
Penso em cores e nomes
Definitivamente não sou a mesma depois de você
Que tomou conta da minha existência
Meu Filho


Sua mãe em 18/02/2008

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Casulo

Crescer dói
Velhas crenças nos aprisionam
Nos debatemos nos nossos casulos
Confortavelmente protegidos pelos nossos ideais
Até que as nossas novas asas nos libertem
Mas a metamorfose é inversa
De leve, jovens e belas borboletas
Nos redescobrimos lagartas
Pés no chão
Mastigando ácidas folhas de realidade
Serenas e maduras lagartas
Sem angústias de borboleta
 
08/11/2010

Ritual de Passagem

Não quero ser mais borboleta nem lagarta
Talvez sempre fui mesmo a leoa
Só que me perdi na savana
Pressionada por um mundo real que não era meu
Estava triste, melancólica, confusa e nem conseguia mais ser rebelde
Tentei mudar
Mas não consegui
Tentei entrar novamente no casulo
Mas ele era muito pequeno para a minha essência
Então hibernei sozinha
Me apegando a minha completa lucidez
Para não me perder na escuridão
Encontrei o medo, a covardia, a incerteza
Mas só eu mesma podia ser minha própria bússola e guia
E aí a leoa se descobriu
Na verdade era uma mulher
Que estava presa a um mundo de pesadelos
E para sair dele
Foi preciso uma ruptura
E finalmente me reencontreei
E que se danem os casulos!
Finalmente encontrei a paz
 
26/05/2011

Mudar

Minha mudança
É muda
Estática, parada
Reflexiva
Introspectiva
Séria, Contida
Mudança para conter
Necessária
Mas não querida
Não desejada
Impositiva
Talvez equivocada
Provavelmente perdida
Tenho saudades de mim
Quero me canibalizar
Me consumir até o fim
Me saciar enfim
Quem sabe
Me reencontrar

12/04/2011

domingo, 18 de setembro de 2011

Cifrões


São S's e traços
Me fazem em pedaços
Que pesam no bolso
São S's e traços
Que cortam na alma
Que passam e estipulam
Até mesmo abraços
Que riem e que choram
São S's e traços
Criaram-te laços
Nós desatáveis
Que crescem e que cortam
São S's e traços
São regras macabras
Que muito me abalam
Me fazem pequena
São S's e traços
Que me desensinam
O preço do beijo
O valor do enlaço
A moeda dos braços
O imensurável que não calculável
São S's e traços
São dó, de ti pena
Não posso eu morena
Voltar ao seu berço
Dos S's só traços
Pois eu de pequena
Fui um tanto afastada
Desestimulada
Do juízo pequeno
Dos S's e traços
Desacostumada
Carteira rasgada
E sigo serena
Sem S's nem traços
 
27/10/98 (revisado em 18/08/2011, troquei uma palavra e adicionei outra)

Desabafo


Se escrevo-te agora
É porque o momento me urge
Se não faço em prosa
É porque o verso me aflora
Se abro-me
Fecha-me
Se explico
Nega-me
Vulgarizar-me se quer
Desistas
O que penso não te aflige
Só não quero ter que me aplainar
Se quero abranger
Delimita
Se devaneio
Pontua
Não posso viver nesse pequeno universo

Data: idos de 2000

Você


Parece que passa de abuso
Olhando lá dentro
Falando aos sussuros
Me fazendo sorrir
E se vai
Levitando ao vento
Tocando a brisa
Sorvendo a Luz
E eu como boba
Encantada com o seu passo
Compasso sem lógica
Balanço sem música
Ensaiado ao acaso
Mas absorvida pelo seu infinito breve olhar
Ouço pássaros
E continuo parada
Esperando você voltar